O GEDAL
traz como objetivo primaz de sua existência a democratização do acesso
à Astronomia em todos os níveis e setores da sociedade londrinense.
O GEDAL esteve presente em vários
eventos ligados a astronomia e desenvolve várias atividades, veja
mais na página
Lar, Doce Esferas
(um guia conciso dos Planetas de nosso Sistema Solar)
Mercúrio
O primeiro planeta dista somente 36 milhões de milhas do sol e possui um ano igual a 88 dias terrestres. A temperatura varia de 870 graus Fahrenheit a -300 graus Fahrenheit dependendo de qual área está exposta aos raios do sol ou em sombra.
O rápido Mercúrio que orbita o sol em apenas 88 dias, permanece um estranho para nós. Apesar das imagens de Mercúrio capturadas durante uma missão espacial nos anos 70 sugerirem um planeta com uma superfície inativa, como se fosse uma lua, estas mesmas imagens têm sido recentemente reveladas através de uma história mais dinâmica. Uma ressurreição recente das informações das três Mariner 10 em seus vôos (1974-1975) nos revelam uma superfície torneada por vulcões bem como inúmeros impactos. A lava antiga flui e falhas/sulcos de terremotos saltitam pela crosta de Mercúrio.
Essas informações vêm sendo estudadas e as imagens coloridas revelam os padrões da lava das erupções vulcânicas em muitas regiões. A lava se espalhou formando planícies suaves e rios (canais ou tubos de lava esparramadas) entre as planícies de algumas crateras. Em outras áreas, as imagens demonstram claros sinais de crateras formadas a partir de impactos.
A revelação dos segredos de informações de décadas atrás são os nossos desafios. E são esperados os resultados do Messenger, uma missão que orbitará Mercúrio em 2004. O Messenger terá o trabalho de responder às muitas perguntas que ainda persistem a respeito de Mercúrio.
Vênus
O planeta mais quente, a 850 graus Fahrenheit, é coberto com nuvens que trapaceiam a radiação infravermelha. Gira suavemente num período de 243 dias terrestres em movimento retroativo, oposto a todos os outros planetas.
Durante os últimos 40 e tantos anos, a maior tecnologia usada pelos astrônomos para verem a superfície de Vênus era através do radar entrando em sua espessa cobertura de nuvens. Desenvolvimentos graduais dos radio-telescópios revelaram uma superfície coberta de vulcões. Ainda mais surpreendente, no entanto, foi a compreensão de que nenhuma daquelas composições de superfície tinha mais do que 500 milhões de anos - o que em termos geológicos significa uma quinzena de dias.... Estas fortes evidências nos sugerem que as erupções vulcânicas tenham remodelando a superfície de toda a Vênus durante algum acontecimento rápido e catastrófico.
Novas ferramentas estão sendo usadas para se descobrir mais e amais acerca da superfície e a atmosfera de Vênus. Telescópios infravermelhos baseados na Terra podem passar através das densas nuvens que circundam o planeta quente - porém apenas periodicamente, a cada 19 meses. Quando Vênus passa entre a Terra e o Sol, os telescópios podem coletar informações através de janelas espectrais abertas dentro das nuvens.
A densa atmosfera produz um imenso efeito estufa; apenas alguns raios de sol atingem a superfície, porém a radiação infravermelha advinda da superfície é imobilizada por gases, aumentando a temperatura da superfície até insuportáveis 900 graus Fahrenheit.
Terra
A temperatura média da Terra é de 45 graus Fahrenheit. Com um diâmetro de 7.926 milhas, é o maior dos planetas terrestres. A terra também possui a maior lua de todos os planetas interiores.
Nosso lar planetário, a 3 milhões de milhas do sol, está atualmente sendo analisado por um especialista. O satélite Terra, lançado em dezembro de 1999 orbita a Terra e usa controle remotos sensoriais para simultaneamente estudar as nuvens terrestres, o vapor de água, pequenas partículas na atmosfera, gases e as propriedades das terras e dos oceanos. O satélite Terra nos ajuda em nossa compreensão de como tudo isso interage e afeta a energia e o clima na Terra.
O satélite Terra é parte de um longo projeto de 15 anos para dar aos cientistas de todo o mundo uma oportunidade de observarem as mudanças na Terra e de determinarem como essas mudanças ocorrem. Nossa Terra, bem estudada da forma que é, ainda possui alguns segredos que os cientistas conseguiram melhor desvendar nos outros dois planetas interiores.
Os planetas terrestres como Mercúrio, Vênus, Marte e até a Lua geralmente demonstram mais cicatrizes dos impactos durante a violenta evolução do sistema solar. A Terra não, desde que a erosão e as fendas continentais já apagaram muito da história geológica de nosso planeta. Nossas mais antigas pedras têm cerca de 4 bilhões de anos, porém a maior parte da face externa da Terra tem apenas 100 milhões de anos.
Nossa Lua
Nossa lua provavelmente se formou depois que um objeto mais ou menos do tamanho de Marte colidiu com a Terra. Sua superfície estranha e cheia de crateras nos mostra um momento de pico na história passada do sistema solar. A Lua é o único corpo vizinho da Terra em que o homem já tenha colocado seus pés.
Marte
O quarto planeta é bastante parecido com a Terra, com uma rotação também similar em tempo com o dia da Terra e as estações que são causadas pelas mudanças dos raios do sol caindo em seus diferentes hemisférios. Marte possui duas luas pequenas.
A fascinação humana para com Marte tem acontecido bastante em função da esperança de que exista vida lá. Somente quando os potentes telescópios da metade do século vinte apareceram, é que alguns observadores acreditaram que viram sinais de civilização nas marcas lineares que aparecem na superfície marciana. Nos anos 60, Mariner em seus vôos fizeram imagens de uma superfície sem vida, assim como da lua. Então em 1971, a Nasa colocou o Mariner 9 na órbita em torno de Marte. Mais tarde outras missões deixaram aparelhos na superfície que puderam nos enviar sinais de vida. Durante os anos 90, meteoritos marcianos, a missão Mars Pathfinder e o pesquisador Mars Global começaram a refinar nossa procura por água no Planeta Vermelho.
As últimas informações do pesquisador Mars Global demonstram evidencias de um oceano ao norte do Planeta Vermelho. Nos estamos encontrando mais e mais evidencias de um período antigo mais quente e úmido em Marte. Existe a evidência que de um oceano preencheu as planícies do norte algum dia. O ambiente de Marte é bastante atrativo aos pesquisadores em função de ser extremamente parecido com o da Terra.
Júpiter
O maior planeta do sistema solar, com 88.846 milhas de diâmetro, Júpiter possui muitas luas e um sistema de anéis bem difuso. Sua dinâmica atmosfera de praticamente apenas hidrogênio muda sua aparência diariamente.
O tempo em Júpiter poderia ser comparado a uma cadeia alimentar: externamente imensas tempestades e ventos são alimentados com energia dos espirais internos Recentes descobertas vida das imagens do Galileo nos aponta para tempestades que também poderiam provocar esses espirais.
A Voyager nos mostrou luzes na lado noturno de Júpiter - uma indicação de poderosos correntes de ar e evasão do calor latentes que suprem energicamente os espirais, porém não se conseguiu fazer essa ligação do lado diurno. As imagens vindas do Galileo nos mostram o lado diurno com os desenhos familiares das nuvens de tormenta, e então cerca de poucas horas mais tarde, o lado noturno do mesmo território nos mostra flashes de luz. Com efeito, as imagens ligam as luzes às suas fontes.
A descoberta destas tormentas deveria auxiliar os cientistas a construíram mais precisamente modelos numéricos dos padrões do tempo de Júpiter.
Galileu Galilei primeiramente observou 4 luas de Júpiter através de seu telescópio mais rudimentar. Hoje em dia nós conhecemos pelo menos 17 luas, porém apenas as maiores são alvos das espaçonaves da Nasa em suas pesquisas.
Saturno
Apresentando um imenso sistema de anéis que possui 169.800 milhas de diâmetro porém somente umas dezenas de jardas de espessura, Saturno é o favorito dos observadores planetários. Dista 888 milhões de milhas do sol.
O novo telescópio espacial Hubble vem mostrando imagens de uma inexplicável variação de brilho no mais brilhante anel externo de Saturno, o anel A e duas de suas luas - aquelas que os cientistas pensam ser as pastoreadoras dos anéis internos - possuem inexplicáveis órbitas erráticas.
Prometeu e Pandora, os dois satélites pastoreadores do anel F de Saturno, possuem orbitas esquisitas que mudam diante de nossos olhos. Todas as vezes que observamos estes satélites eles estão saltitando como se bombeados por alguma coisa e não sabemos o que seja.
Enquanto o Hubble continua a fazer suas imagens dos anéis, a espaçonave Cassini se encontra em sua rota em direção a Saturno aonde deverá chegar em 2004. Cassini orbitará Saturno durante vários anos, obtendo informações sobre as tempestades, os anéis e os satélites. Depois de alcançar Saturno, Cassini lançará a nave Huygens para explorar a lua Titan. Titan mostra evidencias de ter possuído gelo no passado e Huygens irá escrutinar suas nuvens, atmosfera e superfície para encontrar sinais de sua composição.
Urano
O planeta e seu sistema inteiro de satélites gira sobre seu lado. Numa distância de 1.784 milhões de milhas do sol, Urano desenvolve uma órbita de 84 anos terrestres em torno do sol.
O terceiro dos quatro gigantes de gás, Urano possui as mais brilhantes nuvens do sistema solar. Enquanto o tempo passa, o planeta continua a revelar novos desenhos de nuvens nunca antes vistos.
O que é interessante é que os hemisférios de nuvens não parecem ser simétricos. Existe uma grande diferença entre o norte e o sul em brilho e cor. Neste momento não é claro se isto é intrínseco ou uma mudança que começa juntamente com as estações.
Em função do ano em Urano durar 84 anos da Terra e de que o planeta azul-esverdeado girar em seus lados, cientistas planetários não têm podido observar a porção que agora começa a se apresentar desde os anos 60. Quando o hemisfério escuro de Urano começar a aparecer, as latitudes altas do norte poderão ser vistas como se fosse da primeira vez.
Urano deve ter sofrido uma grande colisão com um imenso objeto: ele é inclinado em seus lados, comparado aos outros planetas. O equador em Urano corre perpendicularmente à sua órbita ao redor do sol. Os eixos rotacionais e orbitais são praticamente alinhados; dessa forma, nós podemos ver Urano virado mostrando seu polo a cada 42 anos.
Netuno
Sua atmosfera contém tempestades escuras e nuvens brilhantes visíveis apenas através de espaçonaves ou poderosos telescópios baseados na Terra. Sua grande distância do sol torna Netuno um planeta muito frio a -370 graus Fahrenheit.
Netuno está sendo visto hoje em dia como nunca o foi antes. Pesquisadores construíram uma câmera infravermelha que nos provê imagens detalhadas do planeta e que não são afetadas pela turbulência atmosférica., nos trazendo alta resolução espacial simultaneamente com a informação espectral, nos informando com rido detalhes sobre Netuno.
Novas imagens demonstram uma nuvem maciça sobre Netuno cerca do tamanho da Europa bem como inúmeras nuvens menores. Os cientistas poderão em breve determinar as composições e altitude das nuvens bem como aprender mais sobre a circulação atmosférica do planeta.
Netuno também se situa no meio de um sistema de anéis escuros e cerca de oito luas identificadas. Sua maior lua, Triton, orbita Netuno como os ponteiros do relógio, em oposição às órbitas de todos os planetas em redor ao sol e das maiores luas em volta de seus planetas. Quase tudo mais se move em sentido anti-horário, ao qual Triton se rebela.
Plutão
O menor planeta do sistema solar com um diâmetro de 1.485 milhas, Plutão deve ser o único representante de um imenso corpo de objetos gelados que orbitam o sol para além de 3.500 milhões de milhas de distância.
O telescópio espacial Hubble já nos apresentou várias visões sobre o nono planeta, Plutão e sua lua gigante, Charonte. A superfície de Charon é coberta de gelo líquido,. Um espectro detalhado de Plutão, ainda sendo analisado, provavelmente nos mostrará o metano, o nitrogênio, o monóxido de carbono e gelo líquido na superfície]e do planeta.
Plutão é o único planeta no sistema solar com um satélite quase de seu próprio tamanho e brilho, levando alguns astrônomos a pensar sobre ambos como um planeta duplo. Apensar dos tamanhos não serem conhecidos ainda em sua exatidão, Charon é provavelmente 780 milhas de diâmetro e Plutão tem 1.430 milhas de diâmetro. Plutão fica tão distante que os cientistas não possuem uma idéia clara sobre os desenhos de sua superfície. Nós sabemos que possui uma órbita elíptica ao redor do sol, alternando entre 2,8 bilhões de milhas e 4,6 bilhões de milhas de distancia. Cerca de cada 250 anos, a órbita de Plutão entra dentro da órbita de Netuno, tornando-o o oitavo planeta pelo período de 20 anos.
....................
O texto acima é uma tradução literal de Janine Milward de Azevedo sobre o artigo "Home, Sweet Spheres" de Samantha Beres, publicado na revista Astronomy, em forma de encarte com fotos da Nasa, em sua edição de março de 2001, Kalmbach Publishing Co., WI, USA.
Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e tradução.
Voltar